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Os acontecimentos dos últimos anos nos fazem concluir que a nova economia não substituirá de todo a velha, mas sim, conviverá com ela, transformando-a por meio de profunda integração entre todos os setores e de disseminação quase infinita do conhecimento. Entretanto, dois outros fenômenos também já estão influenciando nossa economia e influenciarão cada vez mais: a diminuição proporcional da população jovem e a característica da força de trabalho.

O envelhecimento populacional (a taxa de natalidade em todos os países desenvolvidos e em muitos países em desenvolvimento, inclusive o Brasil, é a de reposição: 2,2 por mulher em idade reprodutiva) mudará o perfil da população mundial nos próximos anos. Em 2050, em países como a Alemanha e Japão, metade da população terá mais que 65 anos e, em razão da taxa de natalidade ser menor do que a de reposição, a população total será menor que a atual. O aumento da expectativa de vida é um fenômeno que já vem ocorrendo nos últimos 300 anos, mas a redução da população jovem é um fato relativamente novo.

A outra transformação nas características da força de trabalho. Até o início deste século, a maior parte dos trabalhos eram manuais. Cinqüenta anos depois, e com o pico dos anos 70, a indústria foi o grande empregador. Atualmente a força de trabalho que mais cresce, e que já é a maior em números absolutos, é a dos “trabalhadores com conhecimento”, valorizados mais pelo conhecimento especializado do que por qualquer outra característica. Essa sociedade do conhecimento gerou então duas necessidades básicas: primeiro, a educação formal, necessária para a especialização do trabalho e, segundo a educação contínua, fundamental para mantê-lo atualizado no competitivo mercado de trabalho.

Se juntarmos, portanto, essas duas tendências - o envelhecimento da população e a afluência da sociedade do conhecimento - percebe-se que a maior demanda no campo da educação nos próximos anos será de ensino continuado para adultos. Em virtude da maior expectativa de vida, do encolhimento da parcela jovem da população e das necessidades dos sistemas previdenciários, é de se esperar que em 2050 a vida produtiva média do trabalhador aumente dos atuais 30-35 anos para até os 50 anos. Conhecimento especializado é um ativo que rapidamente torna-se obsoleto e 50 anos de vida produtiva demandarão cada vez mais novas opções de formação complementar, hoje não existentes no mercado. Nas próximas décadas, a criação de cursos de educação continuada ( principalmente os de especialização) para adultos será o maior desafio no campo educacional.

Entretanto, dois outros fenômenos também já estão influenciando nossa economia e influenciarão cada vez mais: a diminuição proporcional da população jovem e a característica da força de trabalho. O envelhecimento populacional (a taxa de natalidade em todos os países desenvolvidos e em muitos países em desenvolvimento, inclusive o Brasil, é a de reposição: 2,2 por mulher em idade reprodutiva) mudará o perfil da população mundial nos próximos anos.

O governo está cada vez mais tentando direcionar sua agenda para questões de equidade e alocação de recursos, através de uma melhoria na política e na legislação. Entretanto, os esforços estão sendo obstruídos pela falta de informações confiáveis sobre o fluxo dos recursos e sobre as necessidades da população. Para um país desenvolvido, a precisão e confiabilidade dos dados de financiamento da saúde, gastos e consumo são notoriamente deficientes. Isto torna difícil o diálogo político e a avaliação de opções.

A economia da saúde poderia ter um papel potencialmente importante no tratamento dessas questões. No momento, entretanto, ela tem apenas um papel marginal na formulação e implementação de políticas, já que não há uma massa crítica de economistas da saúde nem de profissionais de saúde no Brasil com as habilidades básicas nesta área. Enquanto essa situação muda lentamente, e a importância da economia da saúde não está em questão, há a necessidade de se apoiar os esforços existentes através do aumento de oferta e demanda das habilidades em economia da saúde.

Para mais informações escreva para cursos@ciape.org.br

 
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